dos poucos minutos que a vida rouba
meu sono paralisa e respeita o rito
é que a palavra engasgada entre os sustos
ensaia sair da boca
e já não mais envergonhada
balbucia o que sã não podia ser dito
o inconsciente que muito grita
o corpo que tanto treme
os olhos que se abrem repetidamente
silenciam
o sonho bonito pausado
ou o sono tranquilo inaugurado
a letargia que demorava a chegar
alertam
é madrugada
e já não se sabe se é tarde
ou muito cedo pra dizer
te amo