sexta-feira, 3 de fevereiro de 2023

ar

Repousa em mim
Um sopro pequeno
Quase miúdo
Que conduz a voz à cabeça
Que arredonda a bexiga murcha
Que atiça a brasa solitária

De tão pequeno
Não apaga a chama
Nem refresca do calor
Não se presta ao assovio
Nem corrompe o som tolo

É menino pequeno
Que não cresceu
Nem acompanhou a idade
Ficou lá, baixinho
Tentando ser grande

Na miudeza resistiu
porque cabia em tudo