em 17 de maio de 2014
Mais cedo, enquanto subia a escadaria da Lapa, afobada, com minha mochilinha nas costas e fones no ouvido, ao passar por uma mocinha, pouco mais a frente, vivi uma situação inusitada. Ela, que não subia tão rapidamente, assustada com aquela minha agonia (assim imagino), puxou sua bolsa e a segurou fortemente. Naqueles rápidos segundos, não sei por qual razão, lembrei da cara que havia feito quando, algumas semanas atrás, tinha sido chamada de Mário (sim, Mário!) e da delicadeza da minha resposta. Só que hoje eu não tinha tempo pra negar e nem queria.
Ela tinha medo, eu tenho pressa.
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