e o marasmo e a
melancolia
me apelidaram de gente
naquela rima boba
de pressa e agonia
é que eu criei o poema sem métrica
mais dolorido que existiu
e sem jeito
as palavras encadeadas
ligadas
e arrastadas pelo veneno de quem me feriu
me fizeram artista
da memória que pariu a lágrima
da lembrança que brotou
inconveniente
da foto borrada no álbum bonito
sem resolução
mas hoje as redes
seguram vidas
na quantidade de peixes
que a ninguém alimenta
a rede que não alcança só o mar
aprisiona até o poema mais ridículo
de todos os tempos
comprimindo os bofes
mata sufocada até a melancolia de antes
que rendeu o poema feio
e apertando como nó
que destrincha o que é mole
também não deixa o marasmo viver
porque mesmo ao morto
à rede só interessa o sorriso
melancolia
me apelidaram de gente
naquela rima boba
de pressa e agonia
é que eu criei o poema sem métrica
mais dolorido que existiu
e sem jeito
as palavras encadeadas
ligadas
e arrastadas pelo veneno de quem me feriu
me fizeram artista
da memória que pariu a lágrima
da lembrança que brotou
inconveniente
da foto borrada no álbum bonito
sem resolução
mas hoje as redes
seguram vidas
na quantidade de peixes
que a ninguém alimenta
a rede que não alcança só o mar
aprisiona até o poema mais ridículo
de todos os tempos
comprimindo os bofes
mata sufocada até a melancolia de antes
que rendeu o poema feio
e apertando como nó
que destrincha o que é mole
também não deixa o marasmo viver
porque mesmo ao morto
à rede só interessa o sorriso
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