Dias muitos, titubeio
A mediocridade
A dúvida
Repousam aqui
Querendo me fazer
Uma qualquer
Nos outros, corriqueiros
Que a lágrima escorre
Lamento não ser comum
Esperneio
E danço com a verborragia
Que me é particular
Triste dizer que a dor me remonta
Nas cólicas doídas
Do pouco saber
E nas palavras tortas
Que vomito atravessadas
Reluto em não ser coisa
Clamo ser muito mais do que gente
E no entremeio da carne exposta
Nos dias que poesia me é chão
Comida e alento
Agradeço porque sou artista
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