em 31 de maio de 2015
Talvez exista uma prece para os desalentados. Sem códigos e rimas, sem remeter às instituições. Pura e leve, capaz de alcançar o alto, o suposto ordenador das coisas, ou, quem sabe, encontrar o alento, seja o universo, sejam nós. Talvez por alguém seja ouvida nossa oração diária, a que ocorre nos duros dutos que a nossa humanidade percorre. Sem joelhos dobrados, mas também sem ausência de dor. Rogando por ar, água, alimento e atenção nas espremidas casas que acomodam, transportam e individualizam um amontoado de gente que faz reza no cair do suor e das lágrimas. Que faz prece na pressa, que pede, mesmo sem saber a quem. Ora, porque insuficiente, porque vulnerável!
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