segunda-feira, 14 de setembro de 2015

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em 13 de setembro de 2015

Eu perco muito. Perco minha única gaita, a agenda de papel, as anotações do trabalho, roupas, senhas. Me perco no tempo e no espaço. Nunca sei onde entrei e o caminho que devo seguir para sair com segurança. Eu perco tempo. É muito tempo perdido em eternas divagações, discussões, para alguns dispensáveis, esperando motivação, coragem e o próprio tempo. Até as digitais dos meus dedos eu perco por não cuidar da pele com o cuidado devido. Perco a casa da alma com os resmungos constantes. E por isso demoro a encontrar sono, pontualidade e vitalidade, todos perdidos no inacabado jogo, que, também, perco as casas. Uma completa perdedora, diriam, se as lembranças, igualmente, perdesse. Só que as memórias se demoram, ainda que eu peça o contrário. Elas insistem em ficar, mesmo quando preciso apenas me perder de mim.

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