29/09/2017 11:40 Faz tempo que não surge uma ponta de ideia, pra fazer esse mar da minha existência escrever numas pedras velhas o que tem me ocorrido, marcando ali, como o tempo, a rusgas e benesses do movimento da vida. Meu corpo e eu mudamos de casa. Temos aprendido a ser um só. Fincando os pés na areia. Puxando a cabeça que volta e meia esvazia como um balão e sai vagando por lugares incertos. Acariciando o peito pro coração, quem sabe, ter mais compasso. Treinando os olhos pra que eles estejam sintonizados com o resto. Olhando em volta e dentro. Confrontando. Juntando os pedaços. Engraçado é que eu não tenho um espelho grande que me veja por completo. Tenho pedaços deles que têm me formado, ou me ajudado a me formar. Nada disso até ontem conseguiu ser dito or ga ni za da men te. O medo. O outro. A ladeira. Os agentes. O medo. A descoberta. A chave. O medo. O colo. A água. O mato. O medo. Nada. Ontem eu ouvi algo muito bonito, dizia que permanecíamos s...
15/08/2021 21:04 E foi assim que quatro anos depois, e sem mais lembrar do algo bonito que ouvi, constatei que tudo que passou fez morada pra boniteza que habita aqui. Dentro.
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